Equipe de médicos-veterinários, protocolos específicos para cada espécie e fiscalização da Cidasc garantem segurança durante toda a feira
Mais de 300 animais devem participar da 15ª edição da AgroPonte, que acontece de 12 a 16 de agosto, no Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma/SC. Serão 15 raças bovinas em exposição, seis raças de equinos, além de gado leiteiro, ovinos, caprinos, coelhos, abelhas sem ferrão e os tradicionais animais da Fazendinha.
Antes mesmo de chegarem à feira, porém, todos eles passam por uma série de exigências sanitárias e documentais. O objetivo é garantir a saúde dos animais, a segurança dos expositores e a tranquilidade dos milhares de visitantes que passam pelo evento.
Segundo o médico-veterinário e responsável técnico da AgroPonte, Diego Heinzen, o trabalho começa semanas antes da abertura da feira e segue durante todos os dias de exposição, sempre acompanhado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
“A legislação serve como um roteiro para nós, mas fazemos questão de ir além do que ela exige. A fiscalização da Cidasc sempre foi muito bem-vinda. Quanto mais ela acompanha o evento, melhor para todos. O nosso compromisso é garantir uma feira segura para os animais, para os expositores e para o público”, destaca.
Entrada dos animais acontece antes da abertura da feira
Uma das principais medidas adotadas pela organização é impedir que a chegada dos animais aconteça durante a circulação dos visitantes. Toda a recepção ocorre a partir de 48 horas antes da abertura oficial da AgroPonte.
Assim, os animais são encaminhados às baias sem qualquer contato com o público. “Essa é uma preocupação que sempre tivemos. Os animais chegam antes da abertura da feira justamente para evitar qualquer circulação junto aos visitantes. É uma questão de segurança para todos”, explica Heinzen.
Além da programação de chegada, cada baia passa por uma revisão completa antes de receber os animais. Estruturas, travamentos e sistemas de contenção são conferidos para reduzir qualquer possibilidade de fuga ou acidentes.
Cada espécie possui exigências próprias
Nenhum animal entra na AgroPonte apenas porque foi inscrito. Cada espécie possui regras específicas, determinadas pelos órgãos de defesa sanitária, incluindo apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA), exames laboratoriais, atestados veterinários e comprovantes de vacinação.
Nos bovinos, por exemplo, são exigidos testes negativos para brucelose e tuberculose, além da ausência de carrapatos e papilomas. Os equinos precisam apresentar vacinação contra influenza, enquanto outras espécies possuem protocolos próprios. “Cada animal precisa comprovar sua condição sanitária antes de participar da feira. Toda essa documentação é conferida na entrada e também fazemos um exame físico, animal por animal”, avalia o responsável técnico.
Animais preparados para participar de exposições
Outro cuidado começa ainda nas propriedades. Os animais que participam da Feira AgroPonte passam por um período de adaptação antes da viagem, sendo acostumados com manejo, presença de pessoas, movimentação e ambientes semelhantes aos encontrados durante as exposições. “Os animais são preparados para participar de eventos. Eles passam por um processo de ambientação ainda nas propriedades para que permaneçam tranquilos durante a feira”, reforça Heinzen.
Monitoramento é permanente
O acompanhamento da equipe aos animais continua durante toda a feira. Caso algum animal apresente qualquer alteração clínica, ele passa a ser prioridade da equipe veterinária, que trabalha em conjunto com o proprietário para definir o melhor encaminhamento.
Segundo Heinzen, situações desse tipo são bastante raras. “Tivemos pouquíssimas ocorrências ao longo das edições da AgroPonte. Quando acontece alguma enfermidade, o animal recebe atendimento imediato e toda a situação é comunicada à Cidasc, afirma.
Além da equipe técnica da própria AgroPonte, a Cidasc acompanha toda a realização da feira. O órgão fiscaliza documentação, bem-estar animal, estrutura das instalações e o cumprimento das normas sanitárias previstas para eventos agropecuários.
Caso algum animal apresente qualquer alteração durante a recepção, ele não é autorizado a entrar na exposição. “Se o animal não estiver em condições sanitárias ou de comportamento para participar, ele simplesmente não entra. Nosso papel é proteger todos os outros animais e garantir a segurança do evento”, reforça o médico-veterinário.
Para garantir esse trabalho, a Feira AgroPonte conta com uma equipe formada por médicos-veterinários, profissionais de apoio, estudantes e segurança patrimonial, que atuam 24 horas durante todo o período da feira.








