Agenda comemorativa prevê ações culturais, históricas e empreendedoras entre 2026 e 2028, com destaque para os 150 anos da chegada dos primeiros imigrantes à Colônia Azambuja
Por: Redação Circuito Turístico/Silvia Zarbato
Os preparativos para celebrar um dos capítulos mais marcantes da história do Sul de Santa Catarina já começaram. Entre 2026 e 2028, a região viverá um grande movimento cultural, educativo e empreendedor em homenagem aos 150 anos da imigração italiana — legado que moldou a identidade local, impulsionou o desenvolvimento das cidades e segue presente no modo de viver, criar e empreender do povo sul-catarinense.
A celebração terá como ápice o dia 28 de abril de 2027, data que rememora a chegada dos primeiros imigrantes à Colônia Azambuja, em Pedras Grandes, marco que representa o início de uma nova fase para toda a região. Mas a programação será ampla e contínua: inicia em 2026, com os 135 anos da Colônia Nova Veneza, e se estende até 2028, quando Urussanga celebrará seu sesquicentenário.
Para planejar esse amplo calendário de ações, uma reunião estratégica foi realizada nesta terça-feira no castelo do agente Consular Honorário da Itália em Criciúma, Olvacir José Bez Fontana, localizado em Caravaggio, Nova Veneza. O encontro reuniu representantes de entidades culturais, lideranças comunitárias e prefeitos de diversas cidades sul-catarinenses, unidos pelo propósito de organizar uma agenda sólida, participativa e histórica.
O grupo surgiu da necessidade de estruturar eventos que celebrem, com profundidade e visão contemporânea, o sesquicentenário da imigração italiana no Sul de Santa Catarina. Um dos pilares da programação será o empreendedorismo, inspirado no espírito pioneiro dos imigrantes que, ao chegarem à região, fundaram engenhos, fábricas e iniciativas que impulsionaram o progresso local.
Participam do grupo — que deverá ser ampliado nas próximas semanas — os prefeitos Agnaldo Filippi (Pedras Grandes), Stela Talamini (Urussanga) e Ângela Ghislandi (Nova Veneza), o ex-deputado Ronaldo Benedet, além de historiadores como Adilcio Cadorin, escritores, jornalistas, associações italianas, empresários, ex-prefeitos e acadêmicos. Todos comprometidos com a construção de uma agenda que honre o passado, fortaleça o presente e projete o futuro da italianidade na região.

















