Tradição centenária que une pescadores e botos na captura da tainha conquista reconhecimento nacional e reforça a identidade cultural do município
A tradicional pesca artesanal realizada em parceria com os botos, em Laguna/SC, conquistou um importante reconhecimento nacional. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou no dia (11) o registro da prática no Livro de Saberes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), garantindo o reconhecimento como patrimônio cultural imaterial em nível federal.
A decisão celebra uma tradição centenária que representa um dos exemplos mais singulares de cooperação entre seres humanos e animais na natureza. Na prática, os botos ajudam os pescadores a localizar e cercar os cardumes de tainha. Ao identificarem o momento ideal, os animais realizam movimentos característicos que indicam aos pescadores a hora certa de lançar a tarrafa.
Ao longo das últimas décadas, diversos marcos reforçaram a importância da preservação dessa tradição em Laguna. Em 2016, a cidade também recebeu o título de Capital Nacional do Boto-Pescador.
Para o prefeito Preto Crippa, que acompanhou de perto a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no Rio de Janeiro, o reconhecimento representa um momento histórico para o município.
“Receber esse reconhecimento do Iphan é motivo de muito orgulho para Laguna. Desde o início do nosso governo, eu e o vice-prefeito Leandro assumimos o compromisso de fortalecer a proteção dos botos, ampliar a fiscalização e valorizar essa interação única entre pescador e natureza, que agora ganha reconhecimento nacional”, destacou o prefeito.
Além de seu valor cultural e histórico, a prática representa um símbolo da identidade lagunense, transmitido de geração em geração entre pescadores artesanais. O reconhecimento nacional reforça a importância da preservação desse saber tradicional e amplia a visibilidade de Laguna como referência mundial nessa rara interação entre seres humanos e vida marinha.

















