Com programação especial museu reforça sua importância histórica e cultural para Orleans e região
Neste sábado, dia 30 de agosto, o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel (Malpi) em Orleans/SC completa 45 anos de fundação e, como já é tradição, a entrada será gratuita. O espaço estará aberto das 9h às 17h30.
Conforme a diretora do Museu, Valdirene Böger Dorigon, a gratuidade vale para todos os visitantes, independentemente do município onde residem. “Além do aniversário da cidade de Orleans, é também o aniversário de fundação do Museu ao Ar Livre e, como de costume, neste dia os visitantes não pagam ingresso. É uma ótima opção para um piquenique ou uma visita ao nosso espaço”, destaca a diretora.
Além disso, no estande do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), uma das mantidas da Febave, assim como o Museu, haverá a distribuição de vouchers, que garantem entradas gratuitas em outras datas. “O cupom não tem prazo de validade; basta apresentá-lo na recepção em qualquer dia de funcionamento”, explica Valdirene.
Acervo
Mantido pela Fundação Educacional Barriga Verde (FEBAVE), o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel é uma instituição de caráter tecnológico, histórico e documental que preserva, pesquisa e divulga o patrimônio cultural de diversas etnias, destacando um acervo proveniente da imigração em Orleans e região sul de Santa Catarina. A expressão “ao Ar Livre” corresponde à forma de apresentação do acervo num ambiente natural e ecológico, destacando o modo de vida dos colonizadores, do final do século XIX e meados do século XX.
Inaugurado em 1980, o Museu teve como principal idealizador o Pe. João Leonir Dall’Alba. É o primeiro do gênero na América Latina, instalado numa área de 20.000m². Suas construções mantêm características tradicionais das pequenas indústrias coloniais utilizadas pelos imigrantes, com diversos equipamentos que possibilitaram ao colonizador a fabricação de objetos para suas necessidades. As construções abrangem as unidades: capela, engenho de farinha de mandioca, estrebaria, galpão de serviços domésticos, cozinha de chão batido, casa do colono, cantina, meios de transporte, engenho de cana-de-açúcar, serraria pica-pau, oficinas artesanais, marcenaria, atafona, balsa, ferraria, monjolo e Centro de Vivências.
É tombado pelo estado de Santa Catarina e pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural brasileiro.
Além destas unidades citadas, também está instalado nas dependências do Museu, a Casa de Pedra, que abriga o Centro de Documentação Histórica Plínio Benício (CEDOHI), Unidade Imigração Conde D’Eu e Laboratório de Conservação e Restauração (Lacor).

















