Monitoramento científico, visitação educativa e até aplicativo fazem parte das ações que antecedem a chegada dos cetáceos ao litoral sul catarinense
A temporada das baleias-francas no litoral sul de Santa Catarina está prestes a começar, e o Instituto Australis já está em plena preparação para acompanhar e registrar a chegada desses gigantes marinhos que encantam a população e movimentam o turismo ecológico na região. A expectativa é que os primeiros avistamentos ocorram entre o final de maio e início de junho, embora, como ocorreu em 2023, os animais possam chegar antes do previsto. Em 2024, elas chegaram em maio.
O monitoramento oficial dos pontos de observação está programado para iniciar em agosto, com o apoio de estagiários que serão capacitados ao longo de julho. A ação faz parte do Projeto Franca Austral, executado pelo Instituto Australis e patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental.
Enquanto as baleias não chegam, o Centro de Visitantes do instituto, localizado em Itapirubá, permanece aberto ao público, oferecendo exposições, sala de vídeo, paineis informativos e um esqueleto completo de baleia-franca adulta — o único exposto no litoral brasileiro — atualmente em reforma, mas com reabertura prevista para breve. Também estão disponíveis esqueletos de golfinhos e outras espécies raras de animais marinhos.
Uma das grandes novidades da temporada é o lançamento de um aplicativo oficial do projeto, que trará informações atualizadas sobre avistagens em tempo real, além da possibilidade de adquirir produtos temáticos e colaborar com a continuidade do trabalho de conservação.
Além disso, no mês de junho, serão promovidos dois lançamentos do novo documentário produzido pelo Instituto Australis: no dia 5 de junho, no Cine Mussi, em Laguna, e no dia 8 de junho, no CIC (Centro Integrado de Cultura), em Florianópolis.
A diretora de Pesquisa do Projeto Franca Autral/Instituto Australis, Karina Groch, disse que equipe aguarda com ansiedade o retorno de baleias já conhecidas do projeto, como Zimba, Sluf, Mariscal e Sunset, que integram o programa de adoção de baleias mantido pelo instituto.” Com ciclo reprodutivo de três anos, essas fêmeas têm grandes chances de aparecer nesta temporada”, informa. Mas, como destacam os pesquisadores, nem sempre é possível garantir os avistamentos — tudo depende do momento e das condições de monitoramento. Ainda assim, o sentimento é de entusiasmo e dedicação. “Estamos prontos para recebê-las e seguir com nosso trabalho de pesquisa, educação e sensibilização”, afirma a diretora.

















